segunda-feira, 25 de setembro de 2017

Criacionismo - Parte 6 - O Dilúvio




[Recomendo que leiam as partes anteriores]

No capítulo 7 do livro de Gênesis, diz:

1. Depois disse o SENHOR a Noé: Entra tu e toda a tua casa na arca, porque tenho visto que és justo diante de mim nesta geração.

Logo no primeiro versículo, nota-se a importância de amar, temer e obedecer ao Senhor. A Terra estava coberta de maldade e violência (Gn 6:11), mas Noé, não imitando seus semelhantes, manteve-se manso e justo. A recompensa de Noé foi a conservação de sua vida, uma promessa que seria reiterada pelo próprio Jesus Cristo, quando disse:

5. Bem-aventurados os mansos, porque eles herdarão a terra;
Mateus 5:5

2. De todos os animais limpos tomarás para ti sete e sete, o macho e sua fêmea; mas dos animais que não são limpos, dois, o macho e sua fêmea.
3. Também das aves dos céus sete e sete, macho e fêmea, para conservar em vida sua espécie sobre a face de toda a terra.

Estes versículos tratam dos animais limpos e imundos, uma tradição hebraica estabelecida por Deus no livro de Levítico (capítulo 11). Entretanto, há um debate de que esta tradição foi abolida no livro de Atos (10:9-16), confirmada por Cristo no Evangelho de Marcos (7:14-23).

4. Porque, passados ainda sete dias, farei chover sobre a terra quarenta dias e quarenta noites; e desfarei de sobre a face da terra toda a substância que fiz.

No site Dicio.com.br, a definição para substância é:

  • [Filosofia] Princípio do ser, que é permanente, em oposição aos acidentes que mudam.
  • Qualquer espécie de matéria, corpo: substância dura, mole.
  • Natureza de uma coisa; essência: a substância não coincide com a aparência.
  • A parte mais nutritiva dos corpos; força, robustez, vigor: as plantas tiram a sua substância da terra.
  • [Figurado] Aquilo que há de essencial numa obra, num ato etc.; síntese, fundo: reter a substância do discurso.
  • [Química] Substâncias orgânicas, substâncias extraídas dos seres vivos ou criadas por síntese, e que contêm carbono e hidrogênio.
  • Substância, massa ou matéria cinzenta, o cérebro.

Em uma observação pessoal, Deus menciona uma substância em comum da qual se origina toda a sua criação. Tratado como uma “assinatura” de uma obra de sua autoria, nota-se aqui o sinal da Santíssima Trindade, da qual a substância é composta essencialmente por três: próton, nêutron e elétron; hidrogênio, oxigênio e carbono; líquido, sólido e gasoso; etc.

5. E fez Noé conforme a tudo o que o Senhor lhe ordenara.
6. E era Noé da idade de seiscentos anos, quando o dilúvio das águas veio sobre a terra.

Há uma controvérsia sobre o quanto de tempo durou a construção da arca de Noé. Alguns dizem que levou 120 anos (Gn 6:3), mas, conforme a própria leitura bíblica, este não foi o tempo de construção (e tampouco a redução da longevidade humana) e sim o prazo que restaria para a vida na Terra.

O site rochaferida.com.br nos dá uma excelente explicação, a seguir:

"A menção dos 120 anos que encontramos em Gênesis 6:3 nada fala a respeito do tempo exigido para construir a arca. Deus simplesmente pronunciou o julgamento a respeito da humanidade, dando-lhe um prazo de 120 anos, porém nada disse a respeito de como viria este julgamento. Não falou de um dilúvio, nem da arca, nesta ocasião". 

"A esta altura dos acontecimentos, Noé estava com 480 anos de idade, pois o dilúvio veio quando ele estava com 600 anos, ou seja, 120 anos mais tarde! Os filhos de Noé, Sem, Cão e Jafé ainda não haviam nascido. Eles só foram gerados quando Noé ultrapassou a casa dos 500 anos".

"Somente bastante tempo depois que eles nasceram é que Deus deu ordem para a arca ser construída. Os três filhos de Noé não somente já eram homens feitos quando Deus falou da arca, como já estavam CASADOS. Isto se infere claramente do texto bíblico (Gn 6:14-18)".

"Disto tudo concluímos que Noé não levou 120 anos construindo a arca. Pode, sim, ter pregado durante 120 anos, mas, quanto a construir a arca, isto pode ter tomado um espaço de tempo consideravelmente curto, de uns dois a cinco anos".
Fonte: http://www.rochaferida.com/2012/07/quanto-tempo-levou-para-noe-construir.html


7. Noé entrou na arca, e com ele seus filhos, sua mulher e as mulheres de seus filhos, por causa das águas do dilúvio.
8. Dos animais limpos e dos animais que não são limpos, e das aves, e de todo o réptil sobre a terra,
9. Entraram de dois em dois para junto de Noé na arca, macho e fêmea, como Deus ordenara a Noé.
10. E aconteceu que passados sete dias, vieram sobre a terra as águas do dilúvio.

Provavelmente nestes sete dias Deus estivesse trazendo as tenebrosas nuvens da poderosa tempestade.

11. No ano seiscentos da vida de Noé, no mês segundo, aos dezessete dias do mês, naquele mesmo dia se romperam todas as fontes do grande abismo, e as janelas dos céus se abriram,
12. E houve chuva sobre a terra quarenta dias e quarenta noites.

A bíblia de estudo Plenitude faz uma interessante observação sobre o versículo 11, que diz:

“O dilúvio começou quando romperam-se todas as fontes do grande abismo. Tremores de terra sob o mar com alcance mundial e erupções vulcânicas ocorreram quase simultaneamente, ocasionando ondas oceânicas maciças que afetaram toda a terra. Isto pode também referir-se ao cataclismo que criou os continentes, separando e afastando estas porções gigantes de terra de sua unidade geográfica original (Gn 1:9-10)”.
Fonte: Bíblia de Estudo Plenitude, nota 7.11, pág. 13

Walt Brown, diretor do Centro de Criação do Estado do Arizona e ex-ateu evolucionista, faz uma afirmação semelhante:

“De acordo com seu livro (No Princípio: Evidências da Criação e do Dilúvio), a Terra era um lugar extremamente diferente antes de o dilúvio de Noé. Os oceanos eram muito mais rasos e as montanhas muito menores. Ele aponta ainda que não é por acaso que existem cerca de 230 relatos sobre uma grande inundação nas diferentes culturas do mundo. Quase todos eles possuem muitos elementos em comum, incluindo um sobrevivente e sua família e uma embarcação”.

“Brown afirma que ‘a profundidade da água seria de 3.000 metros em todos os lugares’, se a superfície da Terra fosse completamente lisa, e que isso cobriria as montanhas de baixa altitude que existiam na época do dilúvio”.

Aliando o relato bíblico a dados geológicos, ele procura mostrar como a própria Bíblia fala sobre torrentes subterrâneas de águas e que o dilúvio uniu água vinda “de baixo” e “de cima”.
‘Cerca de metade da água que temos agora nos oceanos estavam em câmaras localizadas a cerca de 10 quilômetros abaixo da superfície da terra’, explica Brown.

“Forças catastróficas empurraram blocos de terra e pedra para cima, formando montanhas com centenas ou até milhares de metros de altura”.

“Na crosta terrestre pré-dilúvio havia mares superficiais e mares subterrâneos. No entanto, nem toda a água subterrânea subiu para a superfície durante o dilúvio, afirma o cientista. Ele argumenta que os terremotos até hoje fornecem evidências de que ainda existem oceanos de água sob a crosta. Os canais subterrâneos de água podem transmitir rapidamente milhares de quilômetros de ondas de choque a partir do epicentro”.

“Efeitos dessa transmissão são evidenciados em torno dos lagos, onde a crosta é mais fina. Se as ondas de choque atingissem rocha sólida, em vez de água, os efeitos do terremoto nunca iriam se estender a grandes distâncias, como vemos muitas vezes”.

“A pressão da água sob os quilômetros de rocha ao longo dos séculos esticou a superfície como um balão inflável”, diz Brown. Se essa pressão foi liberada, uma crosta de 10 quilômetros de espessura “abriria-se como um rasgo em um pano bem esticado”, explica Brown. “A pressão das câmaras subterrâneas diretamente abaixo da ruptura caiu de repente [e] gerou uma fenda com milhares de quilômetros de profundidade”, explica. Seria o equivalente ao impacto de 1.800 trilhões de bombas de hidrogênio, que rasgaram a crosta terrestre no meio do Atlântico”.

“Ásia, Europa, África e as Américas eram um bloco único de Terra, no que é agora o Oceano Atlântico”, afirma Brown, acrescentando que foi essa “ruptura” que separou os blocos de terra que hoje chamamos de continentes”.
Fonte: https://noticias.gospelprime.com.br/cientista-cristao-apresenta-novas-provas-do-diluvio-biblico/


Avançando ao versículo 16, a bíblia diz:

16. E os que entraram eram macho e fêmea de toda a carne, como Deus lhe tinha ordenado; e o Senhor o fechou dentro.
17. E durou o dilúvio quarenta dias sobre a terra, e cresceram as águas e levantaram a arca, e ela se elevou sobre a terra.
18. E prevaleceram as águas e cresceram grandemente sobre a terra; e a arca andava sobre as águas.
19. E as águas prevaleceram excessivamente sobre a terra; e todos os altos montes que havia debaixo de todo o céu, foram cobertos.
20. Quinze côvados acima prevaleceram as águas; e os montes foram cobertos.

Quinze côvados acima significa que a água cobriu os montes mais altos em pelo menos 7 metros. Em uma observação pessoal, talvez isto indique que o dilúvio foi local, e não global. Considerando, por exemplo, o Monte Everest, veremos que sua altura é de 8.848 metros. A esta altitude, o ar é rarefeito e a temperatura é baixíssima (-40 a -70°C). A não ser que Deus estivesse protegendo a arca, é difícil imaginar que houvesse pressurização dentro de suas rudimentares estruturas de madeira e betume.

Entretanto, o site megacurioso.com.br revela um fato interessante sobre o elevado monte:

“Embora as montanhas do Himalaia tenham sido formadas há 60 milhões de anos, a história do Everest, na verdade, remonta de muito mais tempo. O calcário e o arenito da rocha no cume da montanha foram um dia parte de camadas sedimentares abaixo do nível do mar há 450 milhões de anos atrás. Incrível, não é”?

“Com o tempo, as rochas do fundo do mar foram forçadas e empurradas para cima a uma velocidade de até 11 centímetros por ano, atingindo a posição atual. O mais surpreendente é que as formações superiores do Everest contêm fósseis de criaturas marinhas e conchas que um dia ocuparam o oceano”.

“O explorador Noel Odell foi o primeiro que descobriu os fósseis embutidos dentro de rochas do Everest em 1924, provando que a montanha já esteve debaixo do mar”.
Fonte: https://www.megacurioso.com.br/terra/43195-confira-8-curiosidades-sobre-o-monte-everest.htm

Obviamente este período não se trata do dilúvio ou de Noé, mas pode corroborar os versículos de Gênesis quanto a origem dos continentes (Gn 1:9-10).


21. E expirou toda a carne que se movia sobre a terra, tanto de ave como de gado e de feras, e de todo o réptil que se arrasta sobre a terra, e todo o homem.
22. Tudo o que tinha fôlego de espírito de vida em suas narinas, tudo o que havia em terra seca, morreu.

No versículo 27 novamente a bíblia menciona o espírito como o fôlego de vida (do grego “pneuma”). Mais detalhes em meu texto “O que é Espírito?”.

23. Assim foi destruído todo o ser vivente que havia sobre a face da terra, desde o homem até ao animal, até ao réptil, e até à ave dos céus; e foram extintos da terra; e ficou somente Noé, e os que com ele estavam na arca.
24. E prevaleceram as águas sobre a terra cento e cinquenta dias.
Gênesis 7:1-24

No site da revista Super Interessante, William Ryan e Walter Pitman dois oceanógrafos da Universidade de Columbia, afirmam que um dilúvio na região da Ásia Menor e Oriente Médio pode sim ter ocorrido. A seguir a matéria:

"Foi uma praga e tanto. Deus viu a terra cheia de violência dos homens e decidiu puni-los com uma chuva copiosa e torrencial. Choveu sem parar durante 40 dias e 40 noites e o mundo ficou inundado. As águas afogaram todos os humanos e animais, exceto aqueles que se refugiaram na arca de Noé. Depois que as águas baixaram, Noé desembarcou no Monte Ararat (na atual Turquia) e todos saíram da arca para se multiplicar novamente".

"A história do Dilúvio está narrada na Bíblia em quatro capítulos do Gênesis. Mas será que ele aconteceu de fato? Aos olhos da ciência, provavelmente sim. Pelo menos é o que dizem William Ryan e Walter Pitman, dois oceanógrafos americanos da Universidade Columbia. Para eles, a partir da análise de fósseis e sedimentos marinhos, o dilúvio foi uma invasão colossal do Mar Negro pelas águas do Mediterrâneo. O fato teria ocorrido cerca de 7 500 anos atrás, como consequência do degelo das calotas polares do último período glacial (há cerca de 12 mil anos)".

"O gelo derretido elevou o nível dos oceanos e rompeu uma barreira natural que impedia a passagem da água do Mediterrâneo para o Mar Negro (que era de água doce). O nível deste subiu 15 centímetros por dia e, em três anos, ficou 150 metros mais profundo. Nas tradições dos povos antigos, no entanto, existem inúmeras narrações de dilúvios causados por uma ofensa dos homens a uma divindade".

"Dilúvios regionais. Os cientistas não acreditam que houve um único dilúvio universal, mas, sim, que muitos povos guardaram a lembrança de um dilúvio local e a repassaram num sentido mais amplo. A história bíblica da Arca de Noé, nesse caso, é somente a mais conhecida no mundo ocidental. Só que, para teólogos e historiadores, o dilúvio não passa de uma representação simbólica, sem ligação com nenhum evento histórico que possa ter ocorrido há milhares de anos".
Fonte: https://super.abril.com.br/historia/o-diluvio-aconteceu/


O site historialivre.com lista em quais civilizações do mundo há o mito do dilúvio:
  • Greco-romana
  • Maia
  • Suméria (tratando do famoso mito do Gilgamesh)
  • Hebraica
  • Assíria

Porém, a citação mais interessante é da comprovação científica, que diz:  

“Segundo a geologia moderna, o dilúvio realmente ocorreu na região do Crescente Fértil, porém não há comprovação de sua extensão global. Geólogos afirmam com base em estudos da erosão e das marcas geológicas que o dilúvio teria ocorrido em escala local, porém abrangendo todo mundo conhecido da época. Onde haviam civilizações, houve o dilúvio. Mas como explicar que uma cultura tão distante como a Maia tenha incorporado tal história em sua carta de mitos. Teria sido o dilúvio mundial”?

"Há evidência muito forte, fora do livro de Gênesis, com respeito à destruição da raça humana, cuja única exceção é uma família. Inúmeras tribos selvagens, espalhadas pelo mundo, conservam a tradição de um dilúvio. Existem possíveis registros arqueológicos, como tantas evidências diretas de um dilúvio." (Bíblia Shedd).

“A revista Super Interessante em sua edição de maio de 1995, afirma que não existem dúvidas sobre a ocorrência do dilúvio, porém não se pode definir a extensão precisa deste ocorrido, o que se pode afirmar é que ele abrangeu todo mundo conhecido da época”.

“Mas sobre histórias mitológicas como a dos Maias, não há estudo que aponte sua relação como o dilúvio dos povos do antigo Fértil Crescente, o que se pode afirmar é que pode ser uma coincidência ou então uma tradição trazida com os primeiros a chegarem a América. Esta última é a versão mais aceita no meio científico”.

“Sobre o dilúvio, não restam dúvidas, ele ocorreu realmente, porém, quanto a sua extensão, não se pode afirmar nada de concreto, mas segundo a arqueologia e a geologia contemporâneas, este ocorreu somente na região do Fértil Crescente, o que era, então, o mundo conhecido da época”.
Fonte: http://www.historialivre.com/univerzo/diluvio.htm
 


Continua na Parte 7.




sexta-feira, 22 de setembro de 2017

Criacionismo - Parte 5 - Os Nefilins




[Recomendo que leiam as partes anteriores]

Avançando para o capítulo 5 do livro de Gênesis, nos quatro últimos versículos diz:

29. A quem chamou Noé, dizendo: Este nos consolará acerca de nossas obras e do trabalho de nossas mãos, por causa da terra que o Senhor amaldiçoou.
30. E viveu Lameque, depois que gerou a Noé, quinhentos e noventa e cinco anos, e gerou filhos e filhas.
31. E foram todos os dias de Lameque setecentos e setenta e sete anos, e morreu.
32. E era Noé da idade de quinhentos anos, e gerou Noé a Sem, Cão e Jafé.

Aqui começa a famosa história de Noé. Inserindo neste estudo um pouco de teologia, os primeiros humanos viviam séculos, beirando um milênio, até que, por determinação divina, seu tempo de vida encurtou drasticamente (Gênesis 6:3).

Vemos também que, após a consumação do Pecado Original, a jovem Terra foi amaldiçoada e a espécie humana se corrompeu. Estes foram os principais motivos para Deus querer extirpá-la com o Dilúvio, do qual veremos a seguir:

1. E aconteceu que, como os homens começaram a multiplicar-se sobre a face da terra, e lhes nasceram filhas,
2. Viram os filhos de Deus que as filhas dos homens eram formosas; e tomaram para si mulheres de todas as que escolheram.
3. Então disse o Senhor: Não contenderá o meu Espírito para sempre com o homem; porque ele também é carne; porém os seus dias serão cento e vinte anos.

Neste versículo Deus dá o prazo final para o Julgamento da humanidade. Estes seriam os últimos anos até o dilúvio. Eis aqui mais uma grave consequência devido ao Pecado Original.

4. Havia naqueles dias gigantes na terra; e também depois, quando os filhos de Deus entraram às filhas dos homens e delas geraram filhos; estes eram os valentes que houve na antiguidade, os homens de fama.

No versículo 4 é onde aparece a palavra Nephilim. Motivo de muita controvérsia entre os estudiosos da Bíblia, Nephilins, do hebraico naphal (ele caiu), já foi traduzida para anjos caídos, tiranos e até gigantes.

Na página respostas.com.br há uma definição resumida do termo:

“A Bíblia diz que os nefilins eram heróis famosos da antiguidade, antes do Dilúvio. Seus pais eram os “filhos de Deus” e as “filhas dos homens” (Gênesis 6:4). Os nefilins morreram no dilúvio”.

“Quem eram os filhos de Deus? A Bíblia não diz quem eram os filhos de Deus. As duas teorias mais populares são”:
  • Os anjos – em algumas partes da Bíblia os anjos são chamados filhos de Deus
  • As pessoas que seguem a Deus – quem ama e se dedica a Deus é adotado como Seu filho
“A Bíblia diz que os anjos são seres espirituais que não se casam e nem têm relações sexuais (Marcos 12:25; Hebreus 1:14). Os demônios também são espíritos, não têm corpo físico. Por isso, não podiam ter relações com mulheres humanas. Além disso, a Bíblia provavelmente não chamaria esses anjos ou demônios de “filhos de Deus” se tivessem feito algo tão repugnante. A Bíblia chama os nefilins de homens, não seres híbridos”.

“É mais provável que os ‘filhos de Deus’ foram homens tementes a Deus que se casaram com mulheres que não temiam a Deus, que provavelmente os desviaram de seus bons caminhos. Seus filhos se tornaram poderosos e famosos, talvez por causa da mistura de bons valores (determinação, lealdade, trabalho árduo...) com maus valores (crueldade, violência...). Mas isso é só especulação, a Bíblia apenas diz que eram heróis, sem explicar por quê”.

“Os nefilins eram gigantes? Algumas versões traduzem nefilim como ‘gigante’. Em Canaã os israelitas encontraram homens poderosos que chamaram de gigantes, ou nefilins (Números 13:32-33). Alguns desses homens eram muito altos, como Golias, mas os “gigantes” também poderiam ser pessoas com muita força ou muito poder”.

“Os gigantes de Canaã não eram descendentes dos nefilins de Gênesis, porque esses morreram todos no Dilúvio. Eles eram parecidos, por causa de seu poder e sua estatura”.
Fonte: https://www.respostas.com.br/o-que-era-um-nefilim-segundo-a-biblia/


Continuando a referência sobre os gigantes, na página Wikipedia também há um excelente resumo:

“Nefilim (hebraico: נְפִילִים) termo derivado do hebraico naphal (ele caiu), é um termo que ocorre duas vezes na Bíblia, em Gênesis 6:4 e Números 13:33. A Septuaginta traduziu o termo pela palavra grega que significa, literalmente, nascido da terra, e as traduções seguintes verteram o termo para gigantes. Lutero traduziu nefilim como tiranos”.

“Segundo Adam Clarke, a tradução de nefilim como gigantes é um erro: o texto de Gênesis faz uma distinção entre os filhos dos homens e os filhos de Deus; os filhos dos homens seriam os nefilim, homens caídos e nascidos da terra, com a mente animalesca e diabólica, contrastando com os filhos de Deus. Esta distinção seria entre os pecadores e os santos. Os nefilim teriam se tornado giborim, do hebraico gabar (eles prevaleceram, foram vitoriosos) que significa conquistadores ou heróis”.

Carl Friedrich Keil e Franz Delitzsh também atribuem a tradução de nefilim como gigantes a um erro. Segundo estes autores, a interpretação de Gênesis 6:4 é controversa, porém eles rejeitam como absurda a ideia de que a passagem se refere à reprodução entre anjos (filhos de Deus) e filhas dos homens, produzindo uma raça de monstros, como se fossem semideuses, demônios ou anjos-homens. Segundo Keil e Delitzsh, os nefilim, ou seja, os tiranos, já habitavam a terra antes dos filhos de Deus (descendentes de Sete) terem filhos com as filhas dos homens (descendentes de Caim), e continuaram existindo depois que nasceram os filhos destas uniões”.
Fonte: https://pt.wikipedia.org/wiki/Nefilim


Algumas referências encontradas na página olharprofetico.com.br, a seguir:

“Em Gêneses 14:5-6 uma coalisão de 5 reis da região da margem sul do Mar Morto derrotou três grupos de guerreiros conhecidos como os refains, os zuzins, também conhecidos como zanzumins, e os emins. Os refains eram descendentes de Rapha, que significa gigante em Hebraico. O nomem zuzim significa criaturas errantes e emim significa os terríveis”.

“Em Deuteronômio 1:26-28 e 2:10-11 encontramos referências aos anaquins (gigantes de pescoço longo) e emins novamente, ambos identificados como descendentes de Rapha, o gigante”.

“Em Deuteronômio 3:11 é feita referência a Ogue, o Rei de Basã, um descendente de Rapha cuja cama media 4 metros de comprimento e 2,5 metros de largura”.

“Em Números 13:33 o relato dos espias incluía a visão de Nephilim, dizendo que os descendentes de Anaque vêm dos Nephilim. O medo dos Nephilim foi o que fez 10 dos 12 espias darem um relatório negativo, persuadindo os Israelitas a não entrarem na Terra Prometida. Tudo isso aconteceu no tempo de Moisés”.

“Em Josué 14.15 no fim da conquista da terra, Calebe recebe Hebrom, antes conhecida como Quiriate-Arba porque foi fundada por Arba, chamado de o maior dos anaquins”.

“E, é claro, em 1 Samuel 17 e 2 Samuel 21.15-22 há a derrota de Golias e seus quatro irmãos, todos descendentes de Rapha, no tempo do Rei Davi”.
Fonte: http://olharprofetico.com.br/ikvot-hamashiach/125-os-nephilim


Golias, o mais famoso gigante da Bíblia, media 6 côvados e 1 palmo, ou cerca de 2,90m (1 Samuel 17:4). Apesar da incrível estatura, sem uma confiável evidência arqueológica dos gigantes bíblicos, fica difícil sustentar a crença de que os gigantes tinham essa altura ou se, de fato, existiram.

5. E viu o Senhor que a maldade do homem se multiplicara sobre a terra e que toda a imaginação dos pensamentos de seu coração era só má continuamente.
6. Então arrependeu-se o Senhor de haver feito o homem sobre a terra e pesou-lhe em seu coração.
7. E disse o Senhor: Destruirei o homem que criei de sobre a face da terra, desde o homem até ao animal, até ao réptil, e até à ave dos céus; porque me arrependo de os haver feito.
8. Noé, porém, achou graça aos olhos do Senhor.
9. Estas são as gerações de Noé. Noé era homem justo e perfeito em suas gerações; Noé andava com Deus.

Talvez este versículo, afirmando que Noé “andava com Deus”, estivesse se referindo aos homens “filhos de Deus” (Gênesis 6:2), ou seja, homens tementes ao Senhor que tiveram filhos conhecidos como “gigantes”.

10. E gerou Noé três filhos: Sem, Cão e Jafé.
11.A terra, porém, estava corrompida diante da face de Deus; e encheu-se a terra de violência.
12. E viu Deus a terra, e eis que estava corrompida; porque toda a carne havia corrompido o seu caminho sobre a terra.

Do versículo 5 ao 12 a Bíblia descreve a corrupção da Terra e a reação de Deus. O Dilúvio seria o primeiro “fim do mundo” para a humanidade, com exceção de Noé e sua família.

13. Então disse Deus a Noé: O fim de toda a carne é vindo perante a minha face; porque a terra está cheia de violência; e eis que os desfarei com a terra.
14. Faze para ti uma arca da madeira de gofer; farás compartimentos na arca e a betumarás por dentro e por fora com betume.
15. E desta maneira a farás: De trezentos côvados o comprimento da arca, e de cinquenta côvados a sua largura, e de trinta côvados a sua altura.
16. Farás na arca uma janela, e de um côvado a acabarás em cima; e a porta da arca porás ao seu lado; far-lhe-ás andares, baixo, segundo e terceiro.

Em outras unidades de medida, a arca media 150 metros de comprimento, 25 metros de largura e 15 metros de altura, porém há divergências dimensionais devido à inconstância do côvado com o passar do tempo. Uma matéria no site mundoestranho.com.br fez algumas estimativas quanto à capacidade da arca:

"Fazendo um cálculo com direito a aproximações e, claro, algumas suposições, chegamos à conclusão de que a arca deveria ser 40 metros mais comprida do que a construída por Noé. Como chegamos ao resultado? Primeiro, pesquisamos quantos bichos entrariam na arca".

“Tirando os peixes (que sobreviveriam ao dilúvio) e os insetos, ficamos com 23.600 espécies (somando aves, mamíferos, répteis e anfíbios), ou seja, 47.200 animais, já que a ordem divina era salvar um casal de cada espécie. Até aí tudo bem, mas como calcular o espaço ocupado por espécie? Como seria impossível medir as milhares de espécies, elegemos um animal médio como padrão: o gato. Se você pensar no elefante ou na girafa, o felino parece pequeno demais, mas, sabendo que o rato é o mamífero que tem mais espécies (das 5 mil espécies de mamíferos, 2.050 são de roedores) e que as aves somam 9.600 espécies, certamente aceitará nosso bichinho-padrão, que ocupa uma área de mais ou menos 0,25 m2. Multiplicando essa área pela bicharada total, a arca deveria ter 11 800 m2 ”.

“Aí corremos à Bíblia para ver como distribuir esses m2 e encontramos a seguinte descrição da arca original: três andares, 135 m de comprimento e 22,5 m de largura. Mantivemos a largura, distribuímos a área por três andares e chegamos à medida de 174,8 m de comprimento – 39,8 m a mais que a da Bíblia”.
Fonte: https://mundoestranho.abril.com.br/cultura/qual-teria-que-ser-o-tamanho-da-arca-de-noe-para-acomodar-todos-os-bichos-do-mundo/



Um estudo realizado na Universidade de Leicester atesta a possibilidade de uma embarcação tão grande flutuar sobre as águas. A matéria diz:

“Um grupo de estudantes da Universidade de Leicester, na Inglaterra, pegou as medidas descritas na Bíblia e fez um estudo para tentar saber se era possível que um barco tão grande flutuasse. Para isso eles estabeleceram um média entre as medidas usadas por hebreus e egípcios para tentar descobrir quanto seria exatamente um côvado. Os hebreus adotavam 44,5 centímetros e os egípcios 52,3, os estudiosos então estabeleceram que cada côvado teria 48,2 centímetros”.

“Feito isso eles multiplicaram pelas medidas bíblicas que eram 300 côvados de comprimento, 50 de largura e 30 de altura e chegaram à conclusão que a média da Arca de Noé era de: 144,6 metros de comprimento, 24,1 metros de largura e 14,5 metros de altura”.

“As medidas são parecidas com as de um navio de carga usado nos dias de hoje, então seria possível sim que a Arca de Noé flutuasse pelas águas. O professor de engenharia naval da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), Ricardo Pinto, comentou sobre o assunto para a revista Veja, e ficou impressionado com as medidas”.

“‘O fato de a arca ter essas dimensões é surpreendente, porque são os parâmetros de um navio da atualidade’, disse ele que concluiu falando que para flutuar o objeto precisa deslocar um volume de água que pese o mesmo que ele. ‘Esse tipo de madeira leve [madeira de gofer – descrita na Bíblia] faria com que a embarcação flutuasse facilmente’, atestou o professor”.
Fonte: https://noticias.gospelprime.com.br/medidas-arca-de-noe-flutuar/



17. Porque eis que eu trago um dilúvio de águas sobre a terra, para desfazer toda a carne em que há espírito de vida debaixo dos céus; tudo o que há na terra expirará.

Esta passagem deixa claro que, desde a descendência de Caim até os nefilins, absolutamente tudo foi destruído.

18. Mas contigo estabelecerei a minha aliança; e entrarás na arca, tu e os teus filhos, tua mulher e as mulheres de teus filhos contigo.
19. E de tudo o que vive, de toda a carne, dois de cada espécie, farás entrar na arca, para os conservar vivos contigo; macho e fêmea serão.
20. Das aves conforme a sua espécie, e dos animais conforme a sua espécie, de todo o réptil da terra conforme a sua espécie, dois de cada espécie virão a ti, para os conservar em vida.
21. E leva contigo de toda a comida que se come e ajunta-a para ti; e te será para mantimento, a ti e a eles.
22. Assim fez Noé; conforme a tudo o que Deus lhe mandou, assim o fez.
Gênesis 6:1-22


Continua na Parte 6.



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